Vou ser sincero: não achei título que conseguisse se adequar ao conteúdo. Geralmente eu coloco o título antes da escrita, bem contrário aos que ensinariam os educadores engessados das primeiras letras; pelo menos os meus. Acho que a ordem dos fatores, a exemplo da continha de multiplicar, não altera os fatores, apenas a forma como os vemos.
Para entender isso, seguem-se fases em nossa vida, ou nossas vidas, como entendem alguns. Sempre achei pouco tempo demais o que vivemos aqui, apenas da demora que se arrasta junto aos anos de labuta e provações. Fico, pois, ao lado daqueles que entendem que somos aqui, parte do que somos no todo, contribuindo de forma ínfima, mas totalmente substancial, com o que nos tornaremos um dia, sabe-se lá quando.
Não me perguntem como se delimitam as etapas dessa divagação sem início ou fim, pois não sei. Encontro-me em uma daquelas épocas em que tudo parece bom e ruim ao mesmo tempo, e que somos levados pela correnteza, perguntando-nos constantemente para onde ir, sem forças, contudo, para impedir que os acontecimentos simplesmente aconteçam, longe da nossa capacidade de decisão ou imposição.
Felicidade é algo que me vem às idéias nesses momentos, mais como um questionamento de sua existência ou de sua real plenitude eterna. Nós, ainda ignorantes seres, não temos sequer o início da compreensão do que seja a explicação deste termo, e sobre isso já li algum dia em algum lugar. Talvez se procurássemos o entendimento irrestrito, livrando-nos dos preconceitos e pré-julgamentos que nos acompanham, seria mais fácil, mas o orgulho mundano nos impede.
Assisti em um programa esses dias, um discurso sobre o domínio do espírito sobre o corpo, na intenção de esclarecer os que viam aquelas idéias, de que é mais fácil largar os vícios do que se pensa. Também sobre isso li; certezas de que, com pouco esforço, conseguiríamos a liberdade tão procurada, invejada quando assistimos aos filmes dos cristãos junto aos leões. Aquilo sim era certeza, porque acho que naquela posição eu correria tomado pela dúvida e medo.
Mas o que fazemos dia após dia senão isso? Corremos de um lado para o outro, cheios de medo dos julgamentos alheios e, pior ainda, cheios de medo dos julgamentos que fazemos a nós mesmos.
Esse telefone que não pára. São fases....a minha anda meio eletrônica. Vou ficando aqui, para dar atenção a essa peça inanimada, com uma voz do outro lado. Espero que seja apenas mais uma fase.
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Divagando
Hoje eu só quero escrever, sei lá. Deixar os pensamentos voarem, sem rumo, sem expectativa alguma de que eles me levem a algum lugar. Acho que às vezes é bom pensarmos em nada e em tudo ao mesmo tempo. Nesses momentos, em que a cabeça dói sem razão e com todos os motivos, acabamos, inconscientemente, crescendo muito. Esses momentos de reflexão desregrada, sem proveito aparente, nos faz crescer como poucos.
As dúvidas me consomem, e me buscam por soluções o tempo inteiro. Não sei onde vou, como e com quem, e, confesso, foram poucas as vezes em que me senti realmente tão sem respostas. Algumas eu tenho, outras não as quero. O comodismo de não fazer nada, sob vários aspectos, me leva a crer que nem a clausura solucionaria o que vai por dentro.
Não se pode fugir de si mesmo, pelo menos é o que dizem. No cotidiano das opções, ficar à parte de escolhas não é uma alternativa. O relógio, inimigo cruel que nos mostra o andar das coisas, que nos deixa claro o passar do tempo, nos convida a seguir por nós. Não, ele nos força, nos impõe sua razão inquestionável de que tudo segue e nada volta.
Nesta análise, fica claro que pior do que escolher errado é não tomar partido. Fica nítido que se o tempo passa mais do que possamos acompanhar, não temos como voltar atrás, e já ficamos atrasados. Assim sou eu, porque os grãos da minha ampulheta cairam sozinhos, sem me esperar, me causando suores diversos, profissionais, pessoais e espirituais.
É possível voltar, e disso eu não tenho dúvida. Mas, como diria o poeta, o homem não será o mesmo homem, e nem tão pouco o rio, que já passou. Os cenários mudam, por mais que os problemas pareçam similares. As dificuldades mudam, por mais que tenhamos a base de onde vieram. Surpreendentemente, as pessoas nos surpreendem, por mais que achemos que o conhecimento vem com o tempo.
Mas aqui, pelo menos, eu tenho a resposta, que reside no poeta, no rio. Como querer conhecer a fundo, quando a mutação dinâmica e contínua, não pára? A infinitude de tudo inclui o fim inalcançável do nosso próprio desenvolvimento, ao que me fica claro o porque ainda estamos tão longes da perfeição, que é infinita.
Reflexões, e mais reflexões. Continuo vagando, divagando pelos meus pensamentos, enquanto o tempo se vai e minhas escolhas me cobram frutos. Escolhas, porque é inevitavel aceitar ou não. Espero que isso tenha servido para alguém, porque meus pensamentos ainda machucam minha cabeça, e ela dói.
As dúvidas me consomem, e me buscam por soluções o tempo inteiro. Não sei onde vou, como e com quem, e, confesso, foram poucas as vezes em que me senti realmente tão sem respostas. Algumas eu tenho, outras não as quero. O comodismo de não fazer nada, sob vários aspectos, me leva a crer que nem a clausura solucionaria o que vai por dentro.
Não se pode fugir de si mesmo, pelo menos é o que dizem. No cotidiano das opções, ficar à parte de escolhas não é uma alternativa. O relógio, inimigo cruel que nos mostra o andar das coisas, que nos deixa claro o passar do tempo, nos convida a seguir por nós. Não, ele nos força, nos impõe sua razão inquestionável de que tudo segue e nada volta.
Nesta análise, fica claro que pior do que escolher errado é não tomar partido. Fica nítido que se o tempo passa mais do que possamos acompanhar, não temos como voltar atrás, e já ficamos atrasados. Assim sou eu, porque os grãos da minha ampulheta cairam sozinhos, sem me esperar, me causando suores diversos, profissionais, pessoais e espirituais.
É possível voltar, e disso eu não tenho dúvida. Mas, como diria o poeta, o homem não será o mesmo homem, e nem tão pouco o rio, que já passou. Os cenários mudam, por mais que os problemas pareçam similares. As dificuldades mudam, por mais que tenhamos a base de onde vieram. Surpreendentemente, as pessoas nos surpreendem, por mais que achemos que o conhecimento vem com o tempo.
Mas aqui, pelo menos, eu tenho a resposta, que reside no poeta, no rio. Como querer conhecer a fundo, quando a mutação dinâmica e contínua, não pára? A infinitude de tudo inclui o fim inalcançável do nosso próprio desenvolvimento, ao que me fica claro o porque ainda estamos tão longes da perfeição, que é infinita.
Reflexões, e mais reflexões. Continuo vagando, divagando pelos meus pensamentos, enquanto o tempo se vai e minhas escolhas me cobram frutos. Escolhas, porque é inevitavel aceitar ou não. Espero que isso tenha servido para alguém, porque meus pensamentos ainda machucam minha cabeça, e ela dói.
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Curvas
Doces, delicados contornos que se estendem, que acompanham o horizonte ao próximo, contínuos caminhos que nos conduzem o pensamento. Detalhes, perfeições e imperfeições, características únicas que transformam o erro no belo, na mágica que envolve os sentimentos.
Cores, nem sempre cores, filhas da luz que bate aqui e ali, ocultando e tornando mistério o que toca. Nuances percebidas facilmente, facilmente ocultas, reféns da interpretação do coração que pulsa, que pulsa, que pulsa acelerado ou calmo, à espera de um perfume que atice os pêlos.
Pêlos em pé, embebidos pelo seu perfume que me vem aos pensamentos, que alimenta minha doces lembranças de nós, que decora minhas intenções futuras, nossos sonhos a dois. Sentimentos que se desencadeiam, frutos de curvas, de formas perfeitas que me brilham os olhos.
Perfeitos olhos que te veem, que te percebem mesmo na escuridão, auxiliados pelo tato, pelas mãos, braço, corpo, pele que segue as curvas, as minhas e as suas, que se unem em momentos de suor, levando-nos com delicadeza, com força, com intensidade.
Curvas, simples curvas, simples contornos de complexidade desconhecida, que nos impressionam os sentidos, que nos levam, me levam, te levam. Amo-te, pelas curvas físicas e espirituais, que se desenrolam em nosso caminho, desenhando curvas, idas e vindas em nossos passos, levando-nos.
Leve-me, levo-te, pelas minhas e suas curvas, pelas nossas que desenhamos, momento a momento, sentido a sentido, respirando compassada e descompassadamente, e assim se vão, as curvas de nós, dos nossos pensamentos, de nós mesmos no mais profundo de nossa essência, para que um dia não tenhamos a limitação da escrita para conseguirmos descrever, tantas coisas, com suas respectivas significações, e não apenas uma palavra: "curvas".
Cores, nem sempre cores, filhas da luz que bate aqui e ali, ocultando e tornando mistério o que toca. Nuances percebidas facilmente, facilmente ocultas, reféns da interpretação do coração que pulsa, que pulsa, que pulsa acelerado ou calmo, à espera de um perfume que atice os pêlos.
Pêlos em pé, embebidos pelo seu perfume que me vem aos pensamentos, que alimenta minha doces lembranças de nós, que decora minhas intenções futuras, nossos sonhos a dois. Sentimentos que se desencadeiam, frutos de curvas, de formas perfeitas que me brilham os olhos.
Perfeitos olhos que te veem, que te percebem mesmo na escuridão, auxiliados pelo tato, pelas mãos, braço, corpo, pele que segue as curvas, as minhas e as suas, que se unem em momentos de suor, levando-nos com delicadeza, com força, com intensidade.
Curvas, simples curvas, simples contornos de complexidade desconhecida, que nos impressionam os sentidos, que nos levam, me levam, te levam. Amo-te, pelas curvas físicas e espirituais, que se desenrolam em nosso caminho, desenhando curvas, idas e vindas em nossos passos, levando-nos.
Leve-me, levo-te, pelas minhas e suas curvas, pelas nossas que desenhamos, momento a momento, sentido a sentido, respirando compassada e descompassadamente, e assim se vão, as curvas de nós, dos nossos pensamentos, de nós mesmos no mais profundo de nossa essência, para que um dia não tenhamos a limitação da escrita para conseguirmos descrever, tantas coisas, com suas respectivas significações, e não apenas uma palavra: "curvas".
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